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O que vc pensa das cotas? |
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| O que vc pensa das cotas? |
| É a única solução viável a curto prazo. São necessárias. |
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| Não aprovo pois contraria a lei de direitos iguais. |
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| Sei lá. Eu quero eh o que for melhor para mim. |
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As tais "cotas" universitárias. |
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| Autor |
Mensagem |
Armando_Solari_Almeida
Moderador


Registrado em: Aug 28, 2004 Mensagens: 662 Localização: Nos mais remotos confins do Universo
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Enviada: Seg, 28 Fev 2005 8:50 pm
Assunto: As tais "cotas" universitárias.
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Esse forum ja tem tantos assuntos polemicos que acho q soh faltava esse
como saiu o resultado da ufba e uneb e eu toda hora escuto fulano, beltrano falar q ja ta botando a ufba na justiça e tal, eh uma boa hora pa se discutir esse tema.
Eu ja fui contra, a favor, contra e hoje sou a favor novamente (por mais q isso possa parecer estranho hehe) . p Q? Porque acho q eh a unica medida de curto prazo que garantiria alguma inclusão social tão necessária nos nossos dias.
Porém, as cotas da UFBA saum uma piada.
PRIMEIRO: Dá-se 45% das vagas para as escolas publicas e incluem escolas publicas de qualidade com alunos de familia de classe media alta na disputa ,como por exemplo, o colegio militar q pegou uma porrada de vagas pelas cotas tirando o beneficio de quem realmente precisaria delas. Isso sem falar da CEFET e outras instituições que nunca precisaram de cotas pa botar seus alunos la. Essa foi a parte que me causou revolta.
SEGUNDO: se naum me engano, não há uma nota minima. Não adianta colocar alunos q naum possam acompanhar o curso. Será ruim e perda de tempo para eles e para a universidade. Naum tem q existir uma porcentagem determinada para cotistas e sim uma nota minima q eles devem alcançar para entrar. Obviamente, naum proponho uma nota minima igual a dos naum-cotistas, mas sim algo em torno de 70% da nota de corte dos naum_cotistas. (pq pelo q sei, alguns taum passando com 50% ou ate menos, q condição alguem assim tem para acompanhar os cursos?).
Se esse for um patamar muito alto nada se pode fazer, antes cotas menos abrangentes q funcionam q cotas gordas q naum funcionam. temos q combinar inclusaum social e manutenção da qualidade de ensino. E acho q essa formula seria a idela.
opinem aí quem quiser.
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| Autor |
Mensagem |
Armando_Solari_Almeida
Moderador


Registrado em: Aug 28, 2004 Mensagens: 662 Localização: Nos mais remotos confins do Universo
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Enviada: Seg, 28 Fev 2005 9:20 pm
Assunto:
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ahh..
depois eu posto aki parte duma reportagem do A ATARDE sobre as cotas. pa quem quiser mais informação
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| Autor |
Mensagem |
pain_elemental
Chefão do Portal


Registrado em: Dec 12, 2002 Mensagens: 219 Localização: Riachão do Jacuípe - BA
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Enviada: Ter, 01 Mar 2005 8:31 am
Assunto:
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posta o link, ao invés da matéria. ou cita alguns pontos essenciais e poe tb o link para a matéria completa. _________________
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| Autor |
Mensagem |
Armando_Solari_Almeida
Moderador


Registrado em: Aug 28, 2004 Mensagens: 662 Localização: Nos mais remotos confins do Universo
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Enviada: Sáb, 05 Mar 2005 5:07 pm
Assunto:
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pois eh. colocarei soh um trecho. naum posto o link para a materia completa pq soh os assinantes da internet da ATARDE têm acesso as materias e naum deve ter muita gente q consiga. se alguem quiser a materia completa, mando por e-mail. mas pelo jeito nem vou ter esse trabalho
Cotas mostram para que vieram
Polêmico, o sistema de inclusão adotado pela Ufba divide opiniões e revolta quem teve de ficar do lado de fora
Vítor Rocha
Os dois são da classe média e com renda familiar em torno de R$ 4 mil. Com estilos de vidas semelhantes, as histórias de Matheus Cotrin e Ivana Santos se cruzam exatamente no vestibular. Tudo por causa do polêmico sistema de cotas criado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Ivana sempre estudou em colégio particular. O esforço da mãe, que tira da massoterapia o sustento da casa, visava realizar o sonho da filha de cursar direito na Universidade Federal da Bahia (Ufba). Ivana não decepcionou. Obteve um bom desempenho no vestibular e ficou na 139ª colocação das 200 vagas oferecidas. Realizaria seu sonho, não fosse a política de cotas da universidade, que reserva 45% das vagas para estudantes de escolas públicas, considerando-se também a etnia.
“Fiquei indignada. Foi a mesma coisa que rasgar a Constituição. A Ufba acabou com a igualdade de direitos”, acusa Ivana Santos, que já acionou um advogado para entrar com um processo na Justiça contra a universidade. Completa: “Agora quero reunir mais colegas do cursinho onde estudei para entrar com uma causa coletiva”.
Apesar de ser afrodescendente, Ivana não pôde entrar no critério das cotas porque sempre estudou em escola particular. “Acho isso errado. A gente passa a vida toda pagando colégio para entrar numa universidade de qualidade como a Federal e termina perdendo a vaga assim”, lamenta. “Também não vou mais tentar a Ufba. Até porque acho que pela Justiça eu passei”, consola-se. Resta a Ivana continuar cursando direito na Universidade Católica, onde não considera ter um ensino de qualidade.
A indignação de Ivana está do mesmo tamanho que a alegria de Matheus. Apesar de levarem vidas parecidas, Matheus estudou desde a quinta série do ensino fundamental no Colégio Militar, do ensino público. Ele conseguiu apenas a 360ª posição no mesmo vestibular, mas ficou com uma das vagas reservadas. Ele foi um dos selecionados pelas cotas.
“Eu posso até ter tirado outras pessoas que se classificaram melhor, mas acho que a culpa não é minha. O sistema de cotas é justo para uns e injusto para outros”, observa Matheus.
Ao contrário do que diz Ivana, Matheus não tem medo de sofrer preconceito dentro da universidade. “Tenho nariz grande, boca grande, cabelo crespo e não tenho preconceito nem medo. Acho que entrar numa universidade federal já é um estímulo a mais para estudar. Vou receber o mesmo ensino que meus colegas e não tem motivo para eu aprender menos”, assegura.
Em situação semelhante à de Matheus Cotrin está João Gabriel Araújo. Filho de policial aposentado, ele sempre estudou no Colégio da Polícia Militar. Um dos 8.427 pardos provenientes do ensino público inscritos no vestibular, Gabriel ficou em 337º e foi beneficiado pelas cotas. “Eu sei de uma coisa: se não tivesse as cotas eu não passaria. Mas se eu tivesse estudado em um bom colégio particular talvez eu passasse do mesmo jeito. É questão de igualdade de oportunidades”, diz.
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| Autor |
Mensagem |
rey
Ser Lendário


Registrado em: Apr 29, 2003 Mensagens: 623 Localização: Onde o vento faz a curva...
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Enviada: Qua, 16 Mar 2005 7:58 pm
Assunto:
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Enquanto isso na SALA DE JUSTIÇA...
Sou totalmente contra isso de cotas... Eu acho que para passar num vestibular deve ter méritos e principalmente imparcialidade... Não podendo ficar direcionando vestibulandos para fazer onde o caminho em tese seria mais fácil...Acho isso uma descriminação total.
Que passe ou vença o melhor...
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| Autor |
Mensagem |
LIVI@
Adulto


Registrado em: Nov 09, 2004 Mensagens: 160 Localização: RIACHAO DO JACUIPE
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Enviada: Qua, 16 Mar 2005 8:51 pm
Assunto:
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Concordo com REY _________________ Precisa saber falar e também calar mais sobretudo saber ouvir...bjos
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| Autor |
Mensagem |
Armando_Solari_Almeida
Moderador


Registrado em: Aug 28, 2004 Mensagens: 662 Localização: Nos mais remotos confins do Universo
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Enviada: Qua, 16 Mar 2005 9:34 pm
Assunto:
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eu acho uma solução a curto prazo interessante.
a proposito, acabou de sair uma noticia no jornal BATV de que um advogado está alegando em favor do seu cliente (um cara q ficou de fora de medicina por causa das cotas) que haveria no proprio estatuto da federal (ou sei la o q direito) um trecho q invibializaria a aplicação das cotas jah nesse ultimo vestibular como o foi. Segundo eu soube haveria um prazo q soh permitiria no proximo vestibular e esse prazo foi desrespeitado. Eh algo assim, vou ateh ficar de olho.
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| Autor |
Mensagem |
Paulo
Adolescente


Registrado em: Jan 09, 2003 Mensagens: 86 Localização: Itabuna-BA
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Enviada: Qua, 16 Mar 2005 9:55 pm
Assunto:
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Eu aprovo as cotas universitárias como um paliativo e não como uma decisão permanente, já que o que traria mais igualdade e competitividade entre os alunos de escolas privadas e púlblicas seria uma melhoria no ensino púlblico e não reservar vagas a aulunos de escolas púlblicas sendo que nem sempre o aluno vem preparado para enfrentar o ensino superior e é lá dentro que ele sente a maior dificuldade.
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| Autor |
Mensagem |
Armando_Solari_Almeida
Moderador


Registrado em: Aug 28, 2004 Mensagens: 662 Localização: Nos mais remotos confins do Universo
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Enviada: Ter, 10 Mai 2005 3:08 pm
Assunto:
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felizmente parece q a UFBA leu o topico e fez uma correção no sistema
Fiquei sabendo que a partir de agora o colegio militar vai concorrer com os colégios particulares pelos 55% e não mais com os 45% dos cotistas. Como eu já expliquei acredito ser mais justo. espero que outras instituições públicas de qualidade tb passem a concorrer com as particulares. O lado ruim eh que vai ficar ainda mais concorrido para os não-cotistas.
Só falta agora eles corrigirem o erro mais importante que é não ter uma nota mínima suficiente para garantir a boa qualidade.
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| Autor |
Mensagem |
kim
Adulto


Registrado em: Feb 15, 2005 Mensagens: 225
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Enviada: Ter, 10 Mai 2005 9:35 pm
Assunto:
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aprovo as cotas...
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cotas |
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| Autor |
Mensagem |
coco
Guri


Registrado em: Feb 27, 2005 Mensagens: 14 Localização: Afeganistão
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Enviada: Qua, 11 Mai 2005 9:56 am
Assunto: cotas
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ow kim não acredito q vc aprova um absurdo desse!!!!!!!! sou totalmente contra ! as cotas p/ mim é uma forma de maquiar o retrocesso estudantil das escolas públicas.
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| Autor |
Mensagem |
superaprovado
Guri


Registrado em: Jan 28, 2003 Mensagens: 8 Localização: Super Aprovado
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Enviada: Qua, 11 Mai 2005 11:32 am
Assunto:
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Isso é mais polêmico q discutir sobre aborto. A única coisa q é unanime nessa discurssão é q faz-se necessário e urgente o investimento do governo em educação como forma de diminuir as discrepâncias sociais q empurram nosso pais para o subdesenvolvimento. Eu acho q a política de ações afirmativas como a políticas de cotas é interessante para amenizar, de forma temporária, o avanço das desigualdades. Porém existem várias coisas a serem pensadas.
É bom mas não é justo.
Busca diminuir as desigualdades mas fere a igualdade dos direitos humanos.
Gera preconceitos. Inclusive quanto a capacidade dos "cotistas". (existe um abismo enorme entre as notas dos "cotista" e dos "não-cotistas" aqui em Medicina. E o curso de Medicina a diferença no score total entre os cotistas e os não-cotista foi pequeno. Imagine então nos cursos onde os aprovados passaram com média inferior a 15% - Um absurdo essa média)
E se a diferença no desempenho perdurar a té o final do curso como será a difernça no mercado de trabalho?
Eu acredito q precisa-se de mudanças no ensino, mas essas mudanças devem acontecer na base, não no topo. Pq o governo não investe nas escolas de 1º e 2º grau? Acho q é pq seria uma mudança a longo prazo, e o FMI demoraria a perceber. Porem quando essa mudança acontecesse, ou seja, qdo os alunos q tiveram acesso à um ensino médio e fundamental de qualidade se formasse n ocorreria mais tanta discrepância. (Eu fecharia meu colégio inclusive)
Vamos exigir nossos direitos a uma educação de qualidade sem sacrificar nosso ensino superior. Se o governo revertesse o incentivo às faculdades particulares em incentivo à colégios como o Dagmar de Miranda seria muito melhor para o futuro. Uma casa forte tem q ter uma base forte. Os nossos professores precisam de aperfeicoamento, principalmente nas formas arcáicas e mudanças metodológicas. O governo tem q financiar esses cursos.
Depois eu termino... - vai comecar a aula de Farmacologia... Eu me empolgei............ Desculpem os erros.
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gostei |
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| Autor |
Mensagem |
Armando_Solari_Almeida
Moderador


Registrado em: Aug 28, 2004 Mensagens: 662 Localização: Nos mais remotos confins do Universo
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Enviada: Qua, 11 Mai 2005 7:41 pm
Assunto: gostei
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| Citação: |
| Isso é mais polêmico q discutir sobre aborto. A única coisa q é unanime nessa discurssão é q faz-se necessário e urgente o investimento do governo em educação como forma de diminuir as discrepâncias sociais q empurram nosso pais para o subdesenvolvimento |
o tópico sobre o aborto tb gerou uma discussão grande mesmo. Sobre a solução: O pior é que nem isso que foi citado é unanimidade. Os neoliberais defendem como solução a privatização do ensino superior para ter dinheiro para o ensino fundamental e médio. Eu discordo totalmente deles. Não vejo com bons olhos a universidade ficar nas mãos de interessses particulares. Poderia impedir pesquisas de função social e privilegiar apenas aquelas que pudessem gerar grandes lucros. A universidade deve gerar projetos que interessem a sociedade como um todo e não apenas à determinados grupos econômicos. Eu sei que essa discussão foge um pouco ao tópico que eu criei, mas achei importante trazê-la tb.
| Citação: |
| Imagine então nos cursos onde os aprovados passaram com média inferior a 15% - Um absurdo essa média |
dessa eu não sabia. Que triste.
| Citação: |
| ...existe um abismo enorme entre as notas dos "cotista" e dos "não-cotistas" aqui em Medicina...E se a diferença no desempenho perdurar a té o final do curso como será a difernça no mercado de trabalho? |
aham. É por isso que eu defendo uma nota mínima rigorosa ainda que sacrifique um pouco a abrangência do sistema.
Sobre o papel do Estado eu diria que o problema é de onde tirar o dinheiro. Aumentar ainda mais os impostos não dá, nossa carga tributária já é altíssima e remanejar verbas do ensino superior para a base (outra possível solução) certamente sacrificaria a qualidade do primeiro. Particularmente acredito que se o Brasil desse uma folga no superávit primário (que nesses primeiros meses do ano ultrapassou a meta de 4,5% do PIB e já está em 6% do PIB) disponibilizaria uma parte do dinheiro necessário. Ainda assim, apesar de eu considerar que seria um avanço admito que não seria suficiente. Conclui-se que a saída é um crescimento do PIB que gere maior arrecadação e consequentemente verba. Mas aí entramos em toda uma discussão macroeconômica, visto que para conseguir esse crescimento é fundamental baixar os juros para obter capital de giro e aquecer a economia e isso pode ter efeitos nefastos sobre a estabilidade afetando o controle inflacionário. Enfim, há muitos fatores envolvidos e a dúvida persiste. Não é um assunto fácil mesmo.
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