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pain_elemental
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Registrado em: Dec 12, 2002
Mensagens: 219
Localização: Riachão do Jacuípe - BA
Enviada: Qua, 23 Fev 2005 8:57 pm
Assunto: Nova seção do Portal!
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Criada a seção de conteúdo, com materiais importantes sobre a nossa terrinha, para ser um repositório de referência para eventuais pesquisas ou consultas.

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Editado pela última vez por pain_elemental em Qui, 30 Jun 2005 8:53 am, num total de 3 vezes
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baiano_ba
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Registrado em: Dec 16, 2002
Mensagens: 173
Localização: azerbaijão
Enviada: Qua, 23 Fev 2005 9:09 pm
Assunto: :)
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Deu erro ai nos codigos Michel passa o link Smile
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Autor Mensagem
pain_elemental
Chefão do Portal
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Registrado em: Dec 12, 2002
Mensagens: 219
Localização: Riachão do Jacuípe - BA
Enviada: Qua, 23 Fev 2005 9:27 pm
Assunto:
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Corrigido o link!
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Autor Mensagem
Armando_Solari_Almeida
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Registrado em: Aug 28, 2004
Mensagens: 662
Localização: Nos mais remotos confins do Universo
Enviada: Sex, 04 Mar 2005 10:32 pm
Assunto:
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claro que sim.

a proposito, aki naum estaum aparecendo as opções para votar. soh o resultado da enquete. vai ver ja acabou o prazo sei la.
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Autor Mensagem
Draculla_X2004
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Registrado em: Jun 21, 2004
Mensagens: 141
Localização: Riachao do jacuipe,Bahia
Enviada: Sáb, 05 Mar 2005 9:28 am
Assunto: ''Mssa''
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Tudo que for benefico para riachao e de muita inportancia.
Espero q cada veis mais suja ideias novas que possa inriquecer nosso siti.
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Autor Mensagem
Armando_Solari_Almeida
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Registrado em: Aug 28, 2004
Mensagens: 662
Localização: Nos mais remotos confins do Universo
Enviada: Sáb, 05 Mar 2005 1:46 pm
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eu sugiro colocar uma reportagem sobre Olney São Paulo tb. em biografias sei la. saiu na a tarde ha dois anos atras:



ESSA AKI:



História (do cinema) interrompida

Reportagem de 15/02/2003

MEMÓRIA Vinte e cinco anos depois da morte de Olney São Paulo, obra do diretor está esquecida.

Ceci Alves

Olney São Paulo, um dos cineastas fundamentais para a sétima arte brasileira, completa, hoje, 25 anos de morto. E, infelizmente, de esquecido do grande público.

Público que desconhece a vastidão de sua obra e a importância histórica que ela assume, por, no contexto em que foi engendrada, significar um grito de liberdade e vanguarda artística nacional.

Extremamente produtivo, Olney morreu no auge da carreira. Havia acabado de montar uma produtora, a Pilar Filmes - numa homenagem à sua filha, Maria Pilar -, com o companheiro de longas datas, o também cineasta e produtor baiano Guido Araújo.

Ditadura

Segundo conta seu filho mais velho, o ator e músico Olney São Paulo Jr., esta parceria com Guido finalmente colocou a produção do pai nos eixos, depois dos negrumes pelos quais o cineasta passou na ditadura militar.

“Ele estava contente com a realização de seus projetos”, diz Olney Jr. “Queria, com a produtora, fazer um longa por ano e continuar tocando os curtas educacionais, como ele gostava de fazer”.

Hoje, Olney Jr. tenta resgatar a memória do velho Olney, com o projeto de construção de um memorial para sua obra. “A idéia é resgatar e recuperar sua obra, ora depositada na Funarte, para abrigá-la em um centro cultural aqui, em Salvador”, revela Olney Jr. “E que este centro não seja só um memorial que guarde só a obra do velho Olney, mas, também, de todos os cineastas baianos”, projeta.

Nascido em 1936, em Riachão do Jacuípe, Olney, em finais da década de 50 e depois de várias bem-sucedidas incursões como jornalista e contista, animou-se com a possibilidade de fazer cinema, a partir dos primeiros bafejos do Cinema Novo.

Inédito

Com esta idéia na cabeça, Olney comprou, em Maceió, uma câmera Bell & Howell e escreveu o roteiro Lucas da Feira (O Bandido Negro), ainda hoje inédito. Antes de entregar-se à realização de filmes, o diretor fez seu rito de passagem no Teatro Amador de Feira de Santana (TAFS), criado naquele ano, revelando-se como ator e teatrólogo.

Apresentado ao cineasta Nelson Pereira dos Santos, que foi ao sertão para realizar o longa Mandacaru Vermelho, Olney assumiu a continuidade deste filme, sua porta de entrada para a sétima arte.

No ano seguinte, o agora secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Orlando Senna, conheceu Olney, apresentado por Glauber Rocha. Juntos, pensaram em tocar o projeto Lucas da Feira. A partir daí, Olney não parou mais.

Em 1962, Oscar Santana convidou-o para fazer a assistência de direção do seu longa O Caipora, lançado no ano seguinte e apresentado em Salvador em 1964 - ano do golpe militar no Brasil.

Grito de Guerra

Por falta de recursos, Lucas da Feira não vingou, bem como o seu outro projeto, a adaptação do romance Mulheres de Vida Fácil, que realizava, em 1963, com o amigo, escritor e sócio Ciro de Carvalho Leite.

Sem esmorecer, em novembro, Olney iniciou as filmagens de Caatinga, novo livro do sócio, com o título mudado para Grito da Terra. Foi seu primeiro - e premonitório - longa.

A fita, revolucionária, tratava de questões agrárias e de fome no Nordeste. Ela já antecipava o clima tenso que culminaria no golpe de estado engendrado pelos militares no ano de 64, quando terminaram as filmagens de Grito...

A pré-estréia aconteceu em Feira de Santana, em 27 de novembro, e já trouxe os famosos cortes da censura.

O filme teve boa carreira nacional, sendo aclamado no I Festival Internacional de Filme da Guanabara. Lá, Olney conheceu o colega Fernando Coni Campos e sentiu a necessidade de registrar os dias de chumbo brasileiros no curta Manhã Cinzenta, um conto de 66, que ele ansiava transformar em longa-metragem. Começa aí o princípio de sua tormenta pelos caminhos da ditadura.

Nos porões da ditadura

No dia 13 de dezembro de 1968, o Ato Institucional número 5 (AI-5) silenciaria os protestos do povo oprimido e a criatividade da classe artística. No ano seguinte, a película Manhã Cinzenta era finalizada por Olney - já radicado no Rio de Janeiro -, o que dava início ao calvário do cineasta pelos porões da ditadura.

O curta trata de um casal de estudantes, em um país imaginário, que, ao ouvir notícias de transformação política, com outros colegas, começa a imaginar torturas físicas e mentais, que culminariam com uma morte por fuzilamento. Segundo o próprio Olney, “um canto desesperado ao amor e à liberdade”.

Seqüestro

Por prudência, Manhã... foi exibido apenas para os amigos. Em agosto, ganhou sessão privê na Cinemateca do MAM. Para evitar cortes, Olney fez várias cópias e as enviou para outras cinematecas e festivais internacionais.

Em outubro, Olney e Maria Augusta, sua mulher, repassaram uma cópia para um dos diretores da Federação Carioca de Cineclubes. Na manhã do dia 8, noticiou-se o seqüestro de um avião brasileiro, desviado para Cuba e, inacreditavelmente, o nome de Olney foi associado ao incidente, porque Manhã Cinzenta havia sido apresentado a bordo.

Mártir

Começaram as invasões à sua casa atrás de documentos e projetos comprometedores, seguidas de prisões e desaparecimentos. A polícia federal o levou e Olney passou dez dias fora de casa, voltando doente - com a pneumonia, que evoluiria, mais tarde, para câncer no pulmão - e em liberdade vigiada.

Manhã... terminou tendo sua exibição proibida no Brasil, com o rótulo de subversivo. E, pela primeira vez no País, um cineasta era processado por produzir um filme.

O Forte

Por tudo isso, seu filho mais velho atribui a morte do cineasta à ditadura. “Meu pai foi desaparecido, preso e julgado pelos militares. Quem o matou, mesmo, foi a ditadura. Não só o matou, como o mata até hoje”, comenta.

“Existem cópias em negativos de seu trabalho que estão desaparecidas até hoje, isso, fora o estigma que lhe foi impresso pelos militares. Segundo Glauber (Rocha), ele foi o mártir do cinema nacional”.

Depois de tantas idas e vindas, Olney conseguiu filmar novamente. A extinta Embrafilme assinou, em outubro de 72, o contrato para a produção de O Forte, finalizado no ano seguinte.

Cancer

Em julho, retornou ao Rio, com problemas de saúde e financeiros. Em 1974, O Forte ficou pronto. Muitos curtas e documentários depois, Olney piorou em 78, ficando diagnosticado o câncer generalizado. O diretor baiano morreu em 15 de fevereiro, após três paradas cardíacas, aos 41 anos.

Entre os roteiros inéditos, estão Rosa de Carmim, Santa Brígida, A Baiana, Um Crime na Noite, A Revolta dos Pardos e Ernesto Nazaré. Retomar o projeto do filme O Destacamento, obra inacabada do pai, é o sonho atual de Olney Jr.

“Eu vou fazê-lo. Foi um roteiro que ele me deu ainda em vida e fala sobre o cangaço, sobre o cangaceiro Cravo Santo. Ele traça um documentário sobre a vida no interior do Nordeste”, diz o filho.

Olney, o cineasta do sertão

Nelson Pereira dos Santos

A seguir, texto inédito do cineasta Nelson Pereira dos Santos sobre o colega Olney São Paulo.


“Que horas são? Perguntei ao jovem recém-chegado de Feira de Santana.

Estávamos, a equipe e atores de Vidas Secas, no Baile do Clube Esportivo de Juazeiro, na terça-feira gorda, e era hora de ir dormir.

Faltam duas horas e dezesseis minutos para as cinco e vinte da madrugada...

Assim Olney dizia que eram três horas da manhã, o baile poderia continuar... Exercitava dessa forma uma das muitas facetas do seu senso de humor incomparável. Estava ali de férias do Banco do Brasil, onde labutava, e aceitou logo o convite que lhe fiz para estagiar na filmagem.

Fez continuidade, assistência de direção, produção e entrou também no elenco, pois Vidas Secas transformou-se em Mandacaru Vermelho, superprodução que exigia elenco com mais de três figuras. Terminada a filmagem, que se prolongou por Feira, vim conhecer melhor o novo assistente.

Surpresa minha, tratava-se de um escritor formado, com livro de contos publicado e alguns roteiros em fase de construção. Nasceu daí uma grande e longa amizade que se prolonga até hoje em cada um de sua família, a começar por Maria Augusta, Mainha, completando-se com Olneyzinho, Ilya (meu afilhado), Irving e Pilar.

Mas a imagem que guardo do meu compadre é uma síntese daquele documentário que ele fez sobre os sábios do tempo, os velhos sertanejos que dominam sistemas ancestrais de medição meteorológica. Vejo-o de chapéu de couro, no raso da caatinga, conversando com os ventos, para saber de onde vêm e para onde vão.

Que horas são compadre?
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Paulo
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Enviada: Sáb, 23 Abr 2005 5:11 pm
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Gostei muito dessa parte do portal dedicado ás coisas da nossa terra! Acho que aqueles que possuírem alguma curiosidade, notícia ou tiver algo sobre alguma personalidade deveria ajudar a manter isso e publicar para que todos tenham acesso! #wink
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