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Transposição do São Francisco. Obra eleitoreira? |
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| Autor |
Mensagem |
Armando_Solari_Almeida
Moderador


Registrado em: Aug 28, 2004 Mensagens: 662 Localização: Nos mais remotos confins do Universo
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Enviada: Sáb, 19 Fev 2005 11:30 pm
Assunto: Transposição do São Francisco. Obra eleitoreira?
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eh realmente a maneira mais eficiente de ajudar as populaçoes atingidas pela seca? a obra custara 4,5 bilhoes.
alem disso, temo pelo rio ja taum degradado. Ha dois anos participei de uma excursão ao rio e pelo que entendi naum ha um consenso sobre se o rio aguentaria uma intervenção taum brusca. Alegam que soh vaum usar uma pequena parte da vazaum total e que isso se quer vai prejudicar a parte original do rio. Tb dizem q o projeto virá acompanhado de um planejamento de revitalização.
Mas sera q naum seria mais eficiente e seguro investir toda essa dinheirama em cisternas?
receio que o presidente lula e o ministro ciro gomes estejam mais em busca de votos do q de eficiencia com essa obra. Um projeto grandioso como uma transposição dá muito mais votos q construir cisternas por ai.
Espero que eu esteja enganado sobre os aspectos negativos desse projeto pq pelo jeito ele vai sair mesmo.
Abaixo vou postar um texto de um professor de historia nordestina que se posiciona contra tb.
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ta ai o texto do especialista, se quiser mais informações |
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| Autor |
Mensagem |
Armando_Solari_Almeida
Moderador


Registrado em: Aug 28, 2004 Mensagens: 662 Localização: Nos mais remotos confins do Universo
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Enviada: Sáb, 19 Fev 2005 11:44 pm
Assunto: ta ai o texto do especialista, se quiser mais informações
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Transposição: uma idéia ultrapassada
O presidente Lula insiste em fazer uma grande obra no Nordeste. Deve ser louvado o interesse em fazer algo na região, que, por sinal, sequer foi citada no programa de governo apresentado nas eleições de 2002. Como não tem projeto para a região, e muito menos para o semi-árido nordestino, onde vivem 15 milhões de pessoas, resolveu cumprir promessas de antigos presidentes de levar água ao sertão.
É possível que o absoluto desconhecimento do Nordeste explique a reapresentação da proposta da transposição
Agindo mais como candidato à reeleição do que como presidente da República, Lula retirou da poeira dos arquivos o projeto de transposição das águas do rio São Francisco -que está para completar o bicentenário, pois foi originalmente apresentado pelo primeiro ouvidor do Crato, em 1818. No início do século 19, a proposta parecia boa, mas, depois de quase 200 anos de estudos sobre o semi-árido, o projeto parece uma idéia doidivanas, algo como propor a utilização de dromedários -experiência (fracassada) tentada na metade do século 19, no Ceará- como solução para o problema das estradas esburacadas no sertão.
O ponto positivo de toda a discussão sobre a transposição é que é preciso fazer algo urgente pelo semi-árido, que, inclusive, está passando por um período de estiagem e que pode se transformar em uma grande seca, com as mazelas já conhecidas. A presença do governo federal na região é quase nula. Quando faz algo, como a parceria com as ONGs, a timidez é escandalosa. Está sendo apoiada a construção de 28 mil cisternas: a meta é edificar 1 milhão. Seguindo nesse ritmo, em cinqüenta anos teremos as cisternas necessárias para o abastecimento de água para consumo doméstico.
Para realizar uma intervenção eficaz na região é necessário ter projeto. Todavia, o governo não tem o que apresentar. Por um lado, porque diz querer acabar com a indústria da seca, mas, estranhamente, busca aliança no Congresso Nacional com os representantes dessa "indústria". Por outro, porque considera uma construção das elites nordestinas a concepção de que temos uma questão Nordeste -e está errado duplamente. Dessa forma, não consegue dar um rumo planejado para uma eficaz intervenção federal na região.
Outro fator da desorientação governamental é a pífia atuação do Ministério da Integração Nacional. O ministro Ciro Gomes tem caracterizado sua gestão pela absoluta omissão. Em dois anos não foi sequer meia dúzia de vezes à região, não incentivou, não participou nem organizou nenhuma atividade que pudesse dar sustentação a um programa federal. Só fez política, no mau sentido da expressão, mais preocupado com o destino político da família Ferreira Gomes no Ceará do que com a sorte de milhões de sertanejos.
É possível que o absoluto desconhecimento do Nordeste explique a reapresentação da proposta da transposição. A idéia sempre foi retomada quando não se sabia bem o que fazer. Nunca foi levada a sério. Sabe-se que o principal problema do semi-árido não é a falta de água. O índice pluviométrico é razoável. A questão é como conservar e dar uso racional à água. Mas não só: o ponto central é a elaboração para o semi-árido de um programa que contemple a diversidade social e econômica lá existente e dê viabilidade econômica à região.
Sair do senso comum é apenas o início do caminho. É descabido pensar tanto no modelo israelense, pois as condições naturais são absolutamente distintas, como em qualquer solução que exija grandes recursos financeiros. É possível, com investimentos localizados, incentivar a lavoura seca, a pequena agroindústria, a pecuária e o artesanato, em conjunto com a ação coordenada dos diversos órgãos federais, viabilizando, em poucos anos, uma verdadeira revolução econômica.
Para isso, o governo poderia criar um grupo executivo vinculado diretamente à Presidência da República, tais quais os existentes durante a presidência JK. Não seria mais uma daquelas inúteis comissões, mas um grupo que planejaria e agiria, acompanhando os programas e a aplicação dos recursos federais. O custo financeiro de um projeto com este perfil é muito inferior ao da transposição e teria efeitos sociais amplos, mobilizaria a sociedade civil, motivaria as agências federais e respeitaria o meio ambiente. Evidentemente, as propostas de transformação do sertanejo em cidadão -pois a independência econômica é pré-requisito para a liberdade política- não têm efeitos imediatos. É necessário dar um certo tempo. Algumas propostas terão êxito, outras podem fracassar. Afinal, significa ter de enfrentar uma estrutura socioeconômica marcada pelo mandonismo e por relações clientelísticas.
Será que o destino de milhões de sertanejos terá de ser sempre o de Sinhá Vitória e Fabiano? "Por que haveriam de ser sempre desgraçados, fugindo no mato como bichos? Com certeza existiam no mundo coisas extraordinárias." Como disse Fabiano: "O mundo é grande". Mas as coisas extraordinárias não estarão mais no Sul do Brasil, como no clássico "Vidas Secas", mas no próprio semi-árido, sem migração, sem pau-de-arara, sem abandono da família, dos costumes ou de sua própria história. É lá que o mundo é grande.
Marco Antonio Villa, 49, é professor de história da Universidade Federal de São Carlos e autor de "Vida e Morte no Sertão. História das Secas no Nordeste nos Séculos XIX e XX" (Ática).
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| Autor |
Mensagem |
rey
Ser Lendário


Registrado em: Apr 29, 2003 Mensagens: 623 Localização: Onde o vento faz a curva...
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Enviada: Dom, 20 Fev 2005 12:48 am
Assunto:
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Enquanto isso na SALA DE JUSTIÇA...
Entrei nesse forum sabendo do Rio São Francisco... qando comecei a ler, não sei de mais nada.
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| Autor |
Mensagem |
kim
Adulto


Registrado em: Feb 15, 2005 Mensagens: 225
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Enviada: Seg, 21 Fev 2005 1:37 pm
Assunto:
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rio sao francisco: transposição nao, revitalização sim!
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| Autor |
Mensagem |
Armando_Solari_Almeida
Moderador


Registrado em: Aug 28, 2004 Mensagens: 662 Localização: Nos mais remotos confins do Universo
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Enviada: Dom, 27 Fev 2005 10:41 pm
Assunto:
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pra mim esta claro q naum eh a melhor solução,
ninguem eh a favor naum? quase naum vejo argumentos a favor (e mesmo assim vaum fazer a transposição , vai entender )
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| Autor |
Mensagem |
Armando_Solari_Almeida
Moderador


Registrado em: Aug 28, 2004 Mensagens: 662 Localização: Nos mais remotos confins do Universo
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Enviada: Seg, 28 Fev 2005 7:39 pm
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a proposito
acabei de ver uma reportagem na Tve com especialistas afirmando q a relação custo beneficio da obra naum eh satisfatoria e que ha melhores soluções, inclusive investir tudo em revitalização como bem disse kim.
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