Por Leandro C. S. Matos
Publicada em 25 de April de 2008 às 22h44
Show aconteceu em Amargosa
Del Feliz, em Amargosa
Del e Amorosa se conheceram durante um programa de tevê em Aracaju. Desse encontro nasceu uma bela amizade que se consolidou ainda mais a partir da parceria profissional, registrada em discos de ambos os artistas. "Eu virei fã dela desde que a vi cantando no carnaval de Salvador. A gente virou parceiros, de maneira que, no último projeto dela, o ‘Canta Sergipe', eu fiz quatro músicas. Ela também tem gravado as minhas. É uma artista que eu considero uma das melhores intérpretes do Brasil", declara o forrozeiro, para quem essa relação possibilitou ainda um estreitamento com o público de Sergipe.
Depois de oito anos de carreira, o forrozeiro baiano Del Feliz resolveu lançar o primeiro DVD.
Este é o primeiro DVD de Del Feliz. É um projeto curioso em função de todas as características que o cercaram. Foi desafiador.
Eu acho que, no fundo, as coisas sempre acontecem na hora certa por alguma razão. Eu não teria uma outra explicação maior, senão o fato de achar que a gente está num momento mais amadurecido e surgiu também, coincidentemente, um convite do prefeito e equipe de cultura da cidade Amargosa, que faz um dos maiores festejos juninos da Bahia.
Ele nasceu em Riachão do Jacuípe, sertão da Bahia. Pelo quarto ano seguido. Eles queriam que o primeiro DVD gravado lá fosse o meu.
Por causa de toda a estrutura foi um desafio muito grande. Imagine fazer um show para milhares de pessoas, turistas de tudo o que é canto. Como era no meio de uma festa, o nosso intento era fazer um show e, desse show, aproveitar o DVD sem que fosse feito naqueles moldes comuns, convencionais, de volta e refaz. O povo não merecia isso. Era muita gente para a gente submeter a esse processo.
Foi muito legal porque, o que está no DVD, é exatamente as imagens do que a gente apresentou no dia, sem repetição. Não precisou voltar nada. Deu tudo certo. É uma coisa rara.
O repertório é mais do que um ‘O melhor de Del Feliz'. Assim como no show - como são só oito anos, eu me considero ainda engatinhando na carreira, de certo modo é positivo em considerar isso ainda que com 30 anos, você está sempre começando e recomeçando, aprendendo muita coisa. Nesses oito anos, eu fiz uma mescla das minhas músicas mais tocadas e, ao longo desse tempo, eu aprendi que não daria, mesmo compondo muito, gravando alguns discos praticamente autorais, como eu já fiz, fazer um show só com músicas minhas.
A mescla é grandes compositores e músicas minhas. Tem nomes fantásticos: Accioly Netto, releituras de músicas de Accioly Neto que, pra mim, é um dos ícones da música nordestina, e acabou virando meu parceiro também. Eu recebi uma poesia dele, através de Tereza Accioly, assim que ele faleceu. Ele tinha deixado um poema pra ela. Ela me deu esse poema pra musicar. É uma das coisas que eu tenho na minha história como muito positivas. Foi mais um grande desafio. Essa música não está nesse DVD.
Além de muita coisa de Accioly Neto. Tem Chico Bezerra, Flávio Leandro, Petrúcio Amorim, Targino Godin, João Sereno, Ari PB, Adail Mena, Dorgival Dantas. É um disco bastante diversificado nesse aspecto. Este é o sétimo disco, que está vindo junto com o oitavo. Paralelo a isso, eu fiz um projeto chamado ‘Cantos da Bahia'. É um projeto que está me dando uma grande projeção e está sendo bastante premiado.
Isso é um projeto antigo meu. Eu sempre tive vontade de fazer uma homenagem a algumas cidades baianas, por exemplo, Irará, falar da farinha; Amargosa, falar do São João. Como eu viajei muito no início da minha carreira, eu sempre tive vontade de identificar as cidades através de um projeto.
O ‘Cantos da Bahia' é um projeto que tem um desenho diferente. Eu conto a história essencialmente das cidades, o elemento histórico é fundamental, até porque muita gente não conhece sua própria história. Dentro disso, a gente coloca também todos os pontos que a gente acha que são identificadores daquela cidade.
Fonte: Cinform Online