O baile aconteceu no Riachão Palace Hotel, no último sábado.
“Em 1979, um jovem irreverente desejou realizar uma festa que tivesse um diferencial interessante, que despertasse na sociedade jacuipense o desejo de invadir os clubes levados por um atrativo a mais.
Foi nesse clima de inovação que Tio Lio, sempre muito dinâmico, idealizou um baile que mobilizasse as pessoas, entusiasmando-as e envolvendo-as. Surgiu, então, o primeiro Baile Preto e Branco, regado a muito romantismo e música de qualidade, com atrações e desfile nos quais se elegia o mais belo traje.
Em 1980, no auge da fama, o Baile Preto e Branco proporcionou aos presentes, um inesquecível desfile com fantasias do carnaval do Rio de Janeiro, algumas pensando cerca de 150 kg. Consolidava-se assim, o prestígio e o glamour da festa.
Foram 15 anos ininterruptos de sucesso. Tornou-se uma festa tradicionalmente conhecida por toda a região (inclusive a capital Salvador), freqüentada em peso pelos jacuipenses que reuniam seus familiares para brilharem no salão, elegantemente vestidos de preto e branco.
(...)
Nosso desejo, ao trazer de volta uma festa que fez história, é voltar a ver nossa cidade recebendo visitantes, nossos lares recebendo amigos e parentes, nossas famílias experimentando o prazer de estarem juntas; compartilhando uma convivência social saudável, respeitosa e segura; nossa cultura sendo resgatada, a boa música voltando a ser ouvida e valorizada, proporcionando recordar momentos que marcaram a nossa vida...”.
Este é o texto quase completo das palavras que foram proferidas no Baile Preto e Branco, realizado no último sábado, 8, no Riachão Palace Hotel, na abertura do evento. Foi uma viajem no tempo, para tentar tirar do tempo, o que o próprio tempo não dá: a possibilidade de volta. Porém, mais que continuar revivendo na memória e nas boas lembranças de cada um, os organizadores resolveram fazer o Baile viver. Neste último sábado, a alegria vivida no passado foi como o sol, a chuva e o vento: fez revigorar uma flor, que, murcha, já não tinha beleza. Se fora bonita, quebrou-se o encanto. Ficara para quem viu. Só que, os que daquele néctar beberam, daquela beleza encantaram, voltaram, todos, zunindo com alegria. Quem sabe, também, tantas outras flores não voltem a serem regadas nesse imenso jardim das boas coisas da vida jacuipense? Seria onde cada abelhinha, ao seu modo, ao seu gosto, alimentar-se-ia, retornando cada uma para sua célula, depois, produzindo favos de mel.
A mesma alegria, quem sabe, alimentará essa flor por muito tempo. E nessa parte do jardim, quero crer, só entraram abelhas vestidas de Preto e Branco.
O RIACHAO.COM parabeniza a todos.
Confiras as fotos do baile