Operação da Polícia Federal tem presos em Riachão
Data: Friday, April 13 @ 08:52:58 BRT
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Tio de Geddel está entre as 18 pessoas presas em operação da PF

Uma operação desencadeada ontem pela Polícia Federal (PF), na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, resultou na desarticulação de uma organização criminosa que traficava animais silvestres. Pelo menos 25 pessoas foram presas nos três Estados, dezoito delas no território baiano, uma na capital. Entre os detidos está o ex-deputado estadual Jayme Vieira Lima, 70 anos, proprietário do parque Planeta Zôo, zoológico particular em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador. Jayme é tio do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.

Os acusados foram presos na manhã de ontem, em Salvador, e em mais cinco municípios baianos, além das capitais do Rio e São Paulo. De acordo com o delegado federal Fernando Berbert, que coordenou a operação – batizada de Arara Preta –, as investigações foram iniciadas em agosto do ano passado e contaram com interceptações telefônicas e coleta de documentos fiscais irregulares da movimentação e comercialização dos animais. Segundo apurado, a quadrilha traficava em torno de 1.500 animais por mês no Brasil e para países europeus – de cágados, jabutis, canários e papagaios, até tucanos, micos-leões dourados e araras-azuis, espécies que estão ameaçadas de extinção.

Dos 18 presos na Bahia, 12 são de Feira de Santana, onde duas famílias formavam a base do esquema.

Outros integrantes dessas duas famílias, porém, foram presos no Rio de Janeiro e São Paulo.

Os demais integrantes da quadrilha foram detidos nos municípios de Ibotirama, Bonfim, Riachão do Jacuípe e Ipirá. Segundo Berbert, o grupo comprava animais silvestres, principalmente de pessoas das zonas rurais de vários municípios baianos, e os repassava, em seguida, para os compradores dos grandes centros urbanos.

Os acusados foram indiciados pelos crimes de receptação de produto ilegal, posse e venda de animais silvestres e formação de quadrilha.

Estão com prisão temporária de cinco dias decretada, com possibilidade de prorrogação por prazo igual, mas a PF poderá pedir as prisões preventivas, caso não colaborem com as investigações.

Fonte: A Tarde







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