Eles também foram importantes na história de Riachão!
Data: Tuesday, August 01 @ 09:07:15 BRT
Tópico: RIACHAO.COM


Eu, hoje, acordei me lembrando de várias personalidades que povoaram nossa querida cidade, mas que não são mais lembradas devido a sua pouca ou nenhuma importância para a história do município.
Quero começar pelo mais querido de todos ou simplesmente o mais conhecido ou seja "JOÃO DE BINO". Quem não se lembra desta figura folclórica de Riachão do Jacuípe? Homem rústico, de retardamento mental mas querido por todos principalmente na farmácia de José Leão onde ele sempre marcava ponto para contar suas histórias tão engraçadas quanto absurdas. A seu maior aborrecimento era quando alguém aparecia e dizia que ele estava mentindo. Mas como todo passa João de Bino também passou e o centro da cidade ficou órfão das suas tão saudáveis mentiras e uma risada espalhafatosa como só ele tinha.



E o MIGUELZINHO! Morava na rua do fogo, era um senhor que andava praticamente arrastando os pés, com as pernas curvadas que denunciava o peso que o tempo exercia sobre o mesmo. Andava sempre com um bocapil nas costas e quando alguém o puxava ele se virava começava a chorar e a xingar o agressor com palavras hoje tão familiares para muitos, mas que na época eram realmente palavrões. Mas miguelzinho também se foi e muito primeiro que o anterior.
DADÁ! Este morava na Rua da Quixabeira estava quase sempre empurrando uma carroça de mão pois ele exercia função de "menino de recado" para uma família nesta mesma rua. No seu traje diário não podia faltar um quepe tipo guarda rodoviário. Quando ela passava e alguém gritava "DADÁ BARRÃO" ele perdia a postura xingava a mãe do infrator e atirava a primeira pedra que encontrava, depois seguia o seu rumo xingando o máximo que podia. Mas Dadá também partiu para o andar de cima.
ABRAÃO! Era um negro forte de voz grave, que ria alto e grave também. Pelas manhãs ele ia até o açude do cedro, trazia uma lata de água e fazia sua propaganda bem alta para que todos ouvissem: "Olha a água, de gelemática da quatro hora da madrugada". Não sei de onde ele tirou este termo "GELEMÁTICA". e assim ele vendia a sua água para as pessoas e voltava a buscar mais. Não sei que fim levou o ABRAÃO".
Zuzú de Dona Mana, que todas as manhãs saia com um tabuleiro vendendo cuscuz quentinho feito pela Dona Mana mãe de Delmiro.
E para encerrar lembrarei de Damião que vendia doce-de-leite em pedaços e no copinho e se não estou me enganando era para dona mana também. Bem, este era jovem e deve estar em alguma cidade por este imenso território brasileiro e para ele os meus votos de felicidades já para os anteriores que Deus os tenham em um ótimo lugar.


Tirado do Fórum RIACHAO.COM postado por deca, muito obrigado!




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