
Internet pela tomada funciona, mas demora anos para chegar
Data: Saturday, June 28 @ 14:05:01 BRT Tópico: Internet
O acesso de alta velocidade à Internet via rede elétrica é tão real quanto a tomada na parede de uma casa, mas espalhá-lo pelo resto do mundo talvez ainda demore um bom tempo.
Sob um projeto de pesquisa conduzido pela Consolidated Edison (ConEd) e pela Ambient, algumas modificações permitem que dados da Internet percorram linhas de energia erguidas dezenas de anos atrás.
As empresas esperam que essa tecnologia seja capaz de fornecer acesso rápido e barato à Web por meio de qualquer tomada elétrica doméstica.
No programa criado um ano atrás pela ConEd, sinais de Internet são transmitidos por linhas elétricas convencionais, passando por um conector magnético e uma caixa de comunicação que não é maior que o disco rígido de um computador e fica instalada em um poste comum de luz.
Os dados são enviados pelas linhas em freqüência muito mais elevada que a da eletricidade, de modo que os fluxos de energia e de dados não interferem um com o outro.
Embora as empresas de energia norte-americanas e européias, e mais recentemente companhias brasileiras, estejam trabalhando desde os anos 90 para transmitir dados de Internet via linhas elétricas, talvez demore um pouco para que um domicílio médio possa simplesmente ligar o computador na tomada e se conectar.
Ainda que já exista uma imensa estrutura mundial de linhas de energia, os custos de instalação do equipamento necessário poderiam tornar as comunicações via linhas elétricas comparativamente caras, diante de outros métodos de transmissão de dados, como as tecnologias de comunicação sem fio. Provavelmente vai demorar uma década antes de vermos um sistema como esse funcionando no mercado de massa.
A ConEd e a Ambient afirmam que sua experiência de comunicação via linhas elétricas tem capacidade de transmitir cerca de quatro megabytes por segundo, ante 1,5 megabyte por segundo de um modem a cabo comum e 0,05 megabytes por segundo de uma conexão discada.
A ConEd não informa o custo desses equipamentos, mas planeja manter o preço de acesso à Internet abaixo dos 30 dólares mensais, menos que os 42 dólares pagos pela maior parte dos usuários de modems a cabo. Uma conexão discada custa em média 18 dólares ao mês nos Estados Unidos.
Fonte: Reuters
Finalmente foi colocado em testes inicialmente no Rio de Janeiro a internet PLC via rede elétrica.
A tecnologia Power Line Communications, ou simplesmente PLC, utiliza a rede de distribuição de energia elétrica como meio de transmissão de dados em alta velocidade, abrindo um novo mercado para acesso a Internet em banda larga, conexões de voz, aplicações de vídeo e muitos outros serviços.
Um pequeno equipamento denominado "modem PLC" é ligado em qualquer tomada elétrica e através de um outro cabo é conectado ao computador. Na rede elétrica externa do prédio, próximo ao transformador de energia, é instalado um equipamento chamado "master", que tem a função de se comunicar com todos os "modems PLC" enviando os sinais através da rede elétrica existente.
No equipamento "master" é também conectado o circuito para interligação à Internet.
Em relação as outras tecnologias o PLC apresenta várias vantagens pois não é necessário a instalação de cabos adicionais, fica disponível em qualquer tomada existente e tem velocidade no mínimo 50 vezes superior a opção mais rápida hoje disponíveis. O projeto PLC da Light trabalha com três grandes empresas dessa área: Ascom (Suíça), Mainnet (Israel) e DS2 (Espanha). Os modems das duas primeiras, mais voltados para internet residencial, alcançam velocidades de até 4,5Mbps. Já os modems com chips DS2 chegam a 45Mbps.
E tem mais: dispensa a contratação do serviços de um provedor de acesso (venda casada), e consome apenas 9 watts de energia.
Resta agora aguardar com a expectativa de que em breve teremos uma nova opção de conexão banda larga, com maior velocidade e a preço justo.
"Cade o provedor???" :(
sux
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