Pedro continua amador para tentar ir à Olimpíada

Por Leandro C. S. Matos
Publicada em 17 de April de 2008 às 13h42

Apesar de propostas, lutador sonha com Pequim

Pedro no treino, em Salvador.

Estar em uma Olimpíada adiou a profissionalização do atleta Pedro Lima, hoje com 25 anos. Após a conquista do ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, no ano passado, o atleta recebeu convites para tornar-se profissional, mas em acordo com o técnico Luiz Dórea, optou por tentar uma vaga olímpica.

Caso conquiste a vaga para ir para Pequim, independentemente do resultado que conquistar lá, ele já acertou que irá se tornar profissional após a volta da China. O atleta Everton Lopes também recebeu propostas, mas por ser muito novo – ainda está com 20 anos –, prefere seguir no amador até a Olimpíada de 2012, quando estará com 24 anos. “Conversei com Peu e Everton e eles aceitaram continuar no boxe amador, porque eles sabem que têm condições de conseguir a vaga olímpica”, disse Dórea.

Assim como Pedro Lima, outros baianos acabaram se profissionalizando logo após a Olimpíada. É o caso de Alessandro Matos e Edvaldo Gonzaga, o Badola, que estiveram nos Jogos de Atenas, em 2004.

Além deles, já disputaram os Jogos Olímpicos, Joilson Santana, em 1988, Luís Cláudio Freitas (irmão de Popó), em 1992, Kelson Pinto, em 2000, e Washington Luís, em 2004. Até agora, o paulista criado na Bahia Washington é o único brasileiro classificado para Pequim.

Os atletas que hoje já não estão mais lutando no profissional, continuam envolvidos com o boxe. Kelson é treinador no Rio de Janeiro, Luís Cláudio dá aulas na Academia Mão de Pedra e Joilson, além de treinador, é funcionário público. Nenhum dos baianos jamais conseguiu uma medalha numa Olimpíada.

Fonte: A Tarde

Ver também no Jornal A Tarde: Nocaute nas dificuldades