Estudo diz que Linux resiste mais às invasões

Por Jobson Gomes
Publicada em 10 de February de 2005 às 12h34

Um estudo atualizado pela Honeynet Project nesta terça-feira (18/01), revela que os sistemas Linux estão oferecendo cada vez mais resistência às invasões. Em média, os PCs equipados com o sistema de código aberto levaram três meses para serem comprometidos. Um mesmo estudo conduzido entre 2001 e 2002 revelava que, naquela época, o tempo médio era de apenas 72 horas.

Os resultados desse ano foram alcançados após os especialistas configurarem 19 servidores equipados com Linux e outros quatro com Solaris, deixando-os online e sem qualquer atualização de segurança durante seis meses. As máquinas, que foram distribuídas por oito países (EUA, Índia, Reino Unido, Paquistão, Grécia, Portugal, Alemanha e Brasil), possuíam o sistema básico de fábrica, sem modificações.


Segundo a Honeynet, apenas quatro servidores com Linux foram invadidos (três deles rodando Red Hat 7.3 e um com Red Hat 9), enquanto três dos quatro servidores com Solaris 8 ou 9 sofreram danos em apenas três semanas (um deles, no entanto, não foi atacado durante os seis meses de observação).


Em um teste similar conduzido pela Symantec, várias versões de sistemas Windows levaram algumas horas (em algumas máquinas, apenas minutos) para serem comprometidas.


Segundo a Honeynet, os resultados do estudo são um sinal de que as novas versões de Linux saem de fábrica com a segurança cada vez mais reforçada, diferente do que ocorre com o Solaris, da Sun, e com o Windows, da Microsoft.