Garfield chega aos cinemas dos EUA na sexta-feira; veja o trailer
Por Michel Moreira
Publicada em 13 de June de 2004 às 23h37
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Por Bob Tourtellotte
LOS ANGELES (Reuters) - Garfield tem tudo a ver com Hollywood. É um gato rebelde, egoísta e cheio de manias, que desembarca nos cinemas dos Estados Unidos na sexta-feira.
"Garfield -- O Filme" tem apenas uma meta em vista: divertir. E o autor da tira diária de quadrinhos sobre o gato que adora lasanha e odeia segundas-feiras diz que era essa mesma sua intenção.
"O filme foi feito para uma coisa apenas: fazer o público rir", disse Jim Davis à Reuters. "Só consigo umas 25 palavras por dia, ou até menos. O que poderia acontecer quando 'Garfield' ganha 85 minutos? É outra maneira de entreter, é todo um outro desafio."
Há 25 anos Davis passa o dia diante de sua prancheta, deliciando seus fãs com suas observações sobre pessoas comuns e seu cotidiano, canalizadas pela mente do gato mal-humorado cujo dono é o fictício Jon Arbuckle.
"Garfield" é publicado por 2.600 jornais em todo o mundo e lido por 260 milhões de pessoas. Ele faz travessuras, coisa que as crianças gostam. É independente, o que agrada aos teens. Passa o dia todo na cadeira, assistindo TV e comendo -- logo, os adultos se identificam com ele.
Mas Davis disse que não quis fazer um filme especificamente para um desses públicos.
GARFIELD COMPUTADORIZADO
A diferença, no caso do filme, é que Garfield, o astro de cinema, é gerado por computador e personificado pela voz sarcástica de Bill Murray.
O castelo de Garfield é a casa de Jon Arbuckle (interpretado por Breckin Meyer), e seu império, o beco sem saída onde Jon mora.
Tudo muda em seu reino pacífico quando Jon o leva à veterinária. Ele se apaixona pela moça, Liz Wilson (Jennifer Love Hewitt), mas não tem coragem de convidá-la para sair.
Liz também tem um problema: um cão chamado Odie que não tem casa. Ela pede a Jon que o adote, e ele o faz. É o sinal para o começo de uma guerra no reino de Garfield.
Entretanto, quando Odie é sequestrado, Garfield acaba percebendo que até gosta do bicho, então parte numa aventura para resgatá-lo. Enquanto isso, o amor de Jon e Liz começa a esquentar.
Davis contou que, nos últimos anos, já tinha sido procurado por muitos produtores e executivos de estúdio para fazer o filme, mas que não quis se envolver com animação tradicional.
Com o computador, porém, foi possível criar o tipo certo de Garfield tipicamente atípico, capaz de parecer um desenho animado mesmo dentro de um ambiente do mundo real.
O produtor, John Davis ("Dr. Dolittle", "A Creche do Papai") era a pessoa certa, e ele e Jim Davis (os dois não são parentes) montaram uma equipe com a qual o criador de Garfield se sentiu à vontade em trabalhar.
Jim Davis contou que trabalhou muito com os roteiristas Joel Cohen e Alec Sokolow ("Toy Story", "Doze é Demais"), além do diretor Pete Hewitt ("The Borrowers"), para criar uma versão de Garfield que traduzisse fielmente o espírito da história em quadrinhos.
Garfield foi a Hollywood, e Jim Davis está feliz com isso. Ele calcula que os produtores pagaram 200 animadores para criar Garfield, o que faz do bichano o gato mais bem pago de Hollywood.